Com surpresa Paulo Pereira Cristóvão aos microfones da Radio Renascença, desafiou José Maria Ricciardi a avançar para a presidência do Sporting Clube de Portugal, depois deste ter dito que sonhava ocupar esse cargo.
Um nome importante neste xadrez que hoje é o Sporting, aparentemente um dos nomes que os sucessivos presidentes do clube tem recorrido sempre que as paupérrimas finanças do clube se tornam debilitadas.
Apesar de ser um nome forte, fruto da influencia que hoje exerce em todo tecido económico português, penso ter um perfil que nada vai acrescentar ao Sporting, nada que não tenha sido acrescido com os últimos presidentes.
Hoje o problema é muito maior que uma sucessão de nomes, hoje o que devemos discutir é o caminho que queremos percorrer, o que devemos fazer para sair desta estrada sinuosa que caminhamos. Na minha modesta opinião o caminho está esgotado, os erros são sucessivos, os prejuízos são recorrentes e não ha forma de caminharem em sentido contrario aos últimos anos, e todos os relatórios e contas são justificados com uma qualquer desculpa. O do ultimo ano foi que "Com o clima existente, e com a recuperação, em cima da hora, de colaboradores fundamentais para o bom desempenho desportivo da sociedade, antevia-se uma época recheada de dificuldades, o que infelizmente viria a verificar-se. A pouco justa eliminação da Fase de Grupos da Champions, da nossa equipa de futebol profissional, pela Fiorentina, marcou muito negativamente a época do ponto de vista desportivo e financeiro, com óbvios impactos no nível de desmobilização dos nossos adeptos."
Esta para mim é a melhor:
"A enorme perturbação que assolou o Clube, teve consequências também a nível da gestão da sociedade. Efectivamente, o anúncio tardio da candidatura à presidência do Dr. José Eduardo Bettencourt, impediu a elaboração atempada de uma estratégia clara que compatibilizasse os anseios da Sociedade com os do Clube, e apenas adiou a demissão inevitável de dirigentes e técnicos, com relevantes serviços prestados ao Clube e à Sociedade."
O treinador passou de Forever para a "demissão inevitável de dirigentes e técnicos"?
E tudo perdoado em prol de uma paz e estabilidade que até hoje ainda não percebi o que nos trouxe de frutuoso.
Temo é que a posição na sociedade desta geração de dirigentes que tem habitado em Alvalade continuem a ser determinantes para a continuação do status quo vigente.
Esperemos novos desenvolvimentos.

